Agora, cá estou, numa corda-
bamba de gente,
oscilando entre o ser bem e o estar bem. Sendo, eu ajo; estando, eu acomodo. Trocaria o primeiro bem escrito por bom. O bom, solitário, dividido por todos, por isso em pedaços, arriscado, alvo e exposto, mal-interpretado e usado contra si mesmo; e no final cada vez mais cansado. O bem estando também é sozinho, mas sente-se seguro; recolhe-se, esconde-se; às vezes maltrata, ou deixa de acarinhar; indiferente; assutadoramente agressivo (para poder reprimir o bom). O bem me proteje; o bom proteje os outros. De quê?
Ainda estou por aqui.
(Ô mente vadia!)